Pular para o conteúdo principal

Coração bate dentro de um chip

O biochip cardíaco permite medições em larga escala e por longos períodos, a fim de validar fármacos e evitar testes em animais. [Imagem: Ryan Chen/LLNL]
Biochip cardíaco
Os "órgãos dentro de um chip" ainda estão longe de serem órgãos completos, mas estão melhorando rapidamente.

Uma equipe do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos EUA, apresentou sua mais recente versão de um "chip cardíaco" - ou um coração dentro de um chip.

É a primeira vez que se consegue medir simultaneamente duas funções cardíacas - a taxa de batimentos e a eletrofisiologia - de células cardíacas humanas cultivadas em um ambiente projetado para fazer isso de forma contínua e precisa.

O ambiente é um biochip dotado de microeletrodos biocompatíveis, que estabelecem uma interface com as células que crescem e se comunicam em cima deles. As células cardíacas começam a bater após dois dias em cultura e funcionam de forma consistente durante até nove dias.

Os pesquisadores afirmam que a capacidade de registrar essas duas funções será útil para as pesquisas de novos medicamentos ao identificar problemas cardíacos causados por um novo fármaco no início do processo, antes de grandes investimentos em ensaios clínicos. A cardiotoxicidade é um efeito secundário frequente de muitos medicamentos - os agentes de quimioterapia são conhecidos por serem cardiotóxicos.

"Ainda precisamos de mais dados e de validação, mas futuramente [o biochip cardíaco] poderá nos ajudar a reduzir a necessidade de testes em animais," acrescentou a professora Elizabeth Wheeler.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=coracao-bate-dentro-chip&id=010180170529&ebol=sim

Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Transferring skills beyond the lab

Launching a nonresearch career doesn’t mean leaving behind everything you learned as a scientist. The skills you developed as you dove into your projects and communicated your results are valuable in many jobs. If you’re not convinced, read on for some specific examples of how Ph.D.-holders put their skills to use outside the lab. Learning new fields Kenneth Gibbs Jr. , Program director in the Division of Training, Workforce Development, and Diversity at the National Institute of General Medical Sciences Learning new fields is a skill I developed in graduate school that I continue to use now as I manage research grants in scientific areas that are outside my previous expertise. When I was a graduate student, I was very interested in stem cells and the signals that regulate them. At the time I didn't have a background in the topic, so I had to read lots of literature—where I encountered unfamiliar terms—to orient myself to the field, and then I would identify knowledgea...

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!