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Microcâmera pode ser injetada com uma seringa

Microcâmera pode ser injetada com uma seringa
A microcâmera passa com folga pelo buraco de uma agulha, permitindo exames menos invasivos.

Microendoscópios

Uma microcâmera mais fina do que um fio de cabelo humano pode não apenas facilitar os exames médicos atuais, como também criar uma nova geração de exames mais precisos e menos invasivos.

Timo Gissibl e seus colegas da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, usaram uma técnica especial de microimpressão 3D - ou manufatura aditiva - para criar uma câmera totalmente funcional que não é maior do que um grão de sal.

A técnica, que poderá ser aplicada a outros tipos de componentes ópticos, usa um laser para atingir pontos específicos de um polímero, construindo o sistema de lentes da microcâmera camada por camada.
Como a microcâmera pode ser construída na ponta de uma fibra óptica, passa a ser possível criar uma nova geração de endoscópios ultrafinos.

Lentes especiais

Microcâmera pode ser injetada com uma seringa
Microcâmera próxima ao olho de uma mosca.
A grande vantagem da técnica é que ela permite a construção de sistemas com múltiplas lentes ou lentes com formatos especializados e mais próximos do ideal para cada aplicação, como paraboloides ou lentes asféricas - lentes cujo perfil não é uma parte de uma esfera ou cilindro.

"Em particular, sistemas ópticos com duas ou mais lentes podem ser construídos pela primeira vez com este método. Isto abre a porta para sistemas de correção de aberração e de imagens micro-ópticas com uma qualidade sem precedentes," dizem os pesquisadores

Câmera invisível

Microcâmera pode ser injetada com uma seringa
Microcâmera próxima a um fio de cabelo humano.
 A câmera inteira tem apenas 125 micrômetros de diâmetro, podendo focar objetos a uma distância de até 3 milímetros. Os dados são enviados por uma fibra óptica de 1,7 metro de comprimento.

Com essas dimensões, ela passa com folga pelo buraco de uma agulha de seringa, podendo gerar imagens de qualquer órgão do corpo humano - incluindo o cérebro.
Além dos exames médicos, Gissibl afirma que a tecnologia poderá ser usada em sistemas de câmeras de segurança invisíveis aos usuários e em mini e microrrobôs.
 


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=microcamera-injetada-seringa&id=010110160704#.V3pEMI67M3g


Postado por Hadson Bastos

 

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