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Arraia ciborgue de células do coração alimenta-se de luz

Arraia biorrobótica nada impulsionada por células do coração
É uma máquina viva, com um esqueleto de ouro e uma cobertura de células cardíacas.
Máquina viva

Pesquisadores criaram uma arraia robótica em miniatura que nada de verdade impulsionada por células do coração de camundongos.

Como as células do coração, chamadas cardiomiócitos, foram geneticamente modificadas para ficarem sensíveis à luz, o ciborgue pode ser totalmente controlado com pulsos de luz.
Ou seja, é essencialmente uma máquina viva, exigindo as condições adequadas para que sua parte biológica sobreviva, mas obedecendo com precisão a comandos enviados por luz.
A equipe não está interessada em construir substitutos biomecatrônicos para repovoar os mares: na verdade, o interesse é entender melhor o funcionamento das células cardíacas e nervosas e descobrir como controlá-las, com vistas a construir órgãos artificiais que possam servir para transplantes.


Arraia biorrobótica nada impulsionada por células do coração
Arraia ciborgue em fase de construção, ainda sobre o molde

Arraia-robô

As arraias têm como marca registrada seu jeito suave de nadar - é como se elas voassem na água, graças aos seus corpos planos e barbatanas que mais se parecem com asas. Estas barbatanas se movem em ondas, o que permite que os peixes deslizem graciosamente gastando muito pouca energia.

Bioinspirados, Sung-Jin Park e seus colegas da Universidade de Harvard, nos EUA, construíram um robô em miniatura feito de tecidos moles que conseguiu imitar o nado das arraias e alcançar uma eficiência semelhante - uma eficiência tão grande que puderam trocar os motores, engrenagens e baterias por células cardíacas retiradas de animais.

Tudo começa com um esqueleto feito de ouro, eletricamente neutro, que é recoberto com uma fina camada de polímero flexível e transparente. Por cima do polímero os cardiomiócitos são cuidadosamente alinhados para que, quando se contraírem, estimulados pela luz, as células musculares do coração forcem as "asas" para baixo.

Como estimular as barbatanas para gerar um movimento ascendente exigiria uma segunda camada de cardiomiócitos, os pesquisadores projetaram o esqueleto com um formato que armazena um pouco de energia descendente, que é liberada quando as células relaxam, permitindo que as barbatanas subam.

Arraia biorrobótica nada impulsionada por células do coração
Esquema e padrão de controle do biorrobô.
Robô acionado por luz

É possível controlar os movimentos do robô usando pulsos de luz. Pulsos assimétricos são utilizados para virar o robô para a esquerda ou para a direita, enquanto diferentes cores de luz são utilizadas para controlar a sua velocidade.

A arraia robótica contém cerca de 200.000 cardiomiócitos, tem 16 milímetros de comprimento e pesa apenas 10 gramas.

O trabalho é um melhoramento significativo em relação à água-viva artificial que a equipe havia construído, que nada, mas não com o nível de controle obtido agora.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=arraia-biorrobotica-celulas-coracao&id=010180160708#.V4Nxr467NuU 

Postado por Hadson Bastos

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