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Laboratórios mais profundos do mundo - Parte II


Este laboratório subterrâneo fica dentro da mina de sal e potássio Boulby, na costa nordeste da Inglaterra.
Seu diferencial é que, em vez de ser um laboratório dedicado a um tipo específico de experimento, o Boulby é uma instalação científica multidisciplinar, operada pelo Conselho de Instalações Científicas e Tecnológicas do Reino Unido (STFC).
A profundidade e a infraestrutura de suporte tornam o laboratório multiusuário adequado para estudos tradicionais subterrâneos com baixo ruído de fundo, como as pesquisas sobre matéria escura e experimentos sobre raios cósmicos feitas por laboratórios astrofísicos dedicados.
Mas os laboratórios também servem a uma ampla gama de ciências além da Física, por exemplo Geologia e Geofísica, estudos ambientais e climáticos, a vida em ambientes extremos na Terra e o desenvolvimento de robôs espaciais, para a busca de formas de vida fora da Terra.
O INO, uma colaboração de cerca de 25 institutos e universidades indianos reunidos pelo Instituto Tata de Pesquisa Fundamental, será principalmente uma instalação subterrânea para a Física de alta energia sem aceleradores.
O observatório vai concentrar seu estudo nos neutrinos do múon atmosféricos usando um calorímetro de ferro de 50 mil toneladas - o maior ímã do mundo -, para medir características dessas partículas fugazes.
Posteriormente o INO deverá ser expandido para uma instalação de ciência mais geral, acolhendo pesquisas geológicas, biológicas e hidrológicas.
O Laboratório Nacional de Gran Sasso, na Itália, é o maior laboratório subterrâneo do mundo. É um laboratório de Física de alta energia que realiza vários experimentos de longo prazo com neutrinos, matéria escura e experimentos astrofísicos nucleares.
Entre eles, merece destaque o experimento OPERA, que detectou os primeiros candidatos a neutrino do tau, que surgiram por meio de oscilações de um feixe de neutrinos do múon enviados por baixo da terra pelo CERN, na fronteira entre a França e a Suíça, em 2010.
Equipes do Gran Sasso também colaboram com o Acelerador Fermi, dos EUA. Quando atualizado, o experimento ICARUS do Gran Sasso irá se juntar a dois outros experimentos no Fermilab para procurar por um quarto tipo de neutrino, o neutrino estéril.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=laboratorios-subterraneos-mais-profundos-mundo&id=010130160713#.V4qlfPkrLI
V


Postado por David Araripe

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