Pular para o conteúdo principal

IEAMar


p2---area-externa---2.jpg 

 IEAMar – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS DO MAR
PESQUISA INTERDISCIPLINAR
O principal objetivo da implantação do Instituto de Estudos Avançados do Mar na Unesp, em São Vicente, Litoral Paulista, é contribuir para o desenvolvimento desta área no Brasil, fornecendo subsídios para o avanço da pesquisa interdisciplinar voltado para a exploração do mar de forma sustentável.

A criação do IEAMar permite a interlocução entre os docentes/pesquisadores da Unesp com competência instalada nas áreas de geologia, oceanografia, gestão de recursos naturais, meio ambiente, além de recursos pesqueiros, permitindo o avanço do conhecimento em inter áreas e especialidades. Este arranjo científico contribuirá para a formação de uma rede de integração disciplinar e transdisciplinar de forma a desvendar um mundo progressivamente complexo, em função do conhecimento consolidado.

A pesquisa e desenvolvimento de áreas oceânicas e costeiras têm levado o Brasil a formular uma série de ações. Soma-se a isto uma extensa costa litorânea que compreende 8 mil km e poderia chegar ao controle jurisdicional sobre uma área marinha de 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Isto representa mais da metade da área emersa do território brasileiro, que é de 8,5 milhões de km.

Para tanto, o conhecimento das características geográficas deste universo, aliada á potencialidade que isto significa em termos econômicos e sociais, inclui este tema como prioridade na exploração sustentável dos recursos do mar. O estudo da exploração do Mar também integra linhas de ação em Petróleo, Gás e Carvão Mineral, bem como Biodiversidade e Recursos Naturais.

CENTRO DE EXCELÊNCIA

A proposta tem como intuito trabalhar na fronteira do  conhecimento para a criação de um Instituto de Estudos Avançados do Mar, visando o avanço nas tecnologias de exploração e exploração mineral com alicerce em estudos  oceanográficos e geológicos; a criação de novos produtos à partir de estudos multidisciplinares da biodiversidade, e dos estudos de impacto ambiental, de modo a contribuir para o desenvolvimento econômico, e formulação de políticas públicas, que ofereçam apoio a intervenções sociais, na área em destaque, adequadas ao país.

Pretende-se que o Instituto de Estudos Avançados do Mar da Unesp seja um centro de excelência, com estrutura pública de qualidade, voltada à pesquisa e à extensão, que vai de encontro ás demandas atuais da sociedade como um todo e principalmente, de toda população que vive no litoral de São Paulo. Espera-se também que este se configure, em curto prazo, uma referência nacional e internacional em assuntos estratégicos correlacionados à exploração sustentável do mar.

POTENCIAL

O Instituto de Estudos Avançados do Mar da Unesp tem grande potencial de se tornar um local de referência nacional e internacional em diversos dos temas que lhe são afeitos. Em muitas áreas, como por exemplo, a da exploração do petróleo armazenado em rochas do chamado pré-sal, ainda há muito por se aprender com as novas tecnologias de ponta que estão em desenvolvimento. A falta de conhecimento e tecnologia é onde a Universidade tem grande competência para atuar, porque o novo conhecimento só pode ser construído pelas pessoas que possuem experiência em produzir Ciência, e esta é a competência da Unesp.


Fonte: http://www.unesp.br/portal#!/unesp-40-anos/institutos-especiais/ieamar/

Postado por Hadson Bastos

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fármaco brasileiro aprovado nos Estados Unidos

  Em fotomicrografia, um macho de Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose CDC/G. Healy A agência que regula a produção de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, concedeu o status de orphan drug para o fármaco imunomodulador P-Mapa, desenvolvido pela rede de pesquisa Farmabrasilis, para uso no tratamento de esquistossomose.  A concessão desse status é uma forma de o governo norte-americano incentivar o desenvolvimento de medicamentos para doenças com mercado restrito, com uma prevalência de até 200 mil pessoas nos Estados Unidos, embora em outros países possa ser maior. Globalmente, a esquistossomose é uma das principais doenças negligenciadas, que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo e cerca de 7 milhões no Brasil.  Entre outros benefícios, o status de orphan drug confere facilidades para a realização de ensaios clínicos, após os quais, se bem-sucedidos, o fármaco poderá ser registrado e distribuído nos Estados Unidos, no Brasil e em outro...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...