Pular para o conteúdo principal

Indústria de borrachas e plásticos pode se tornar sustentável

A nova "química empolgante" desenvolvida pela equipe consiste em um processo de três etapas que começa a partir de açúcares derivados da biomassa. [Imagem: UDel]
Renováveis
A borracha sintética e os plásticos - usados na fabricação de pneus, brinquedos e uma infinidade de outros produtos - são produzidos a partir do butadieno, uma molécula tradicionalmente produzida a partir do petróleo ou do gás natural.

Mas esses materiais logo poderão ficar muito mais verdes.

Uma equipe das universidades de Delaware, Minnesota e Massachusetts, nos EUA, inventou um processo para produzir butadieno a partir de fontes renováveis - como a madeira de árvores, folhas de gramíneas ou mesmo de milho.

"Nossa equipe combinou um catalisador que descobrimos recentemente com uma química nova e empolgante para descobrir o primeiro método de alto rendimento e baixo custo para fabricação de butadieno. Esta pesquisa poderá transformar as bilionárias indústrias de plásticos e borracha," disse o professor Dionisios Vlachos.

Butadieno verde
A nova "química empolgante" desenvolvida pela equipe consiste em um processo de três etapas, que começa a partir de açúcares derivados da biomassa. Inicialmente, os açúcares são convertidos em um composto em forma de anel chamado furfural. No segundo passo, o furfural é processado para outro composto em anel chamado tetrahidrofurano (THF).

Foi na terceira etapa que a equipe realmente inovou. Usando um novo catalisador chamado "zeólita de fósforo e sílica", o THF é convertido para butadieno com alto rendimento (superior a 95%).

O butadieno é o principal componente químico em uma ampla gama de materiais. Quando esta molécula de quatro carbonos sofre uma reação química para formar cadeias longas, chamadas polímeros, forma-se a borracha de estireno-butadieno (SBR: styrene-butadiene rubber), que é usada para fazer pneus. Quando misturada para formar a borracha de butadieno nitrílico (NBR: nitrile butadiene rubber), ela se torna o componente principal de mangueiras e luvas de borracha, por exemplo.

A equipe batizou a nova reação seletiva de "desidra-deciclização", para representar sua capacidade de, simultaneamente, remover a água e abrir os compostos em formato de anel do THF.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=processo-quimico-produz-borracha-plastico-biomassa&id=010160170620&ebol=sim

Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...

Fármaco brasileiro aprovado nos Estados Unidos

  Em fotomicrografia, um macho de Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose CDC/G. Healy A agência que regula a produção de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, concedeu o status de orphan drug para o fármaco imunomodulador P-Mapa, desenvolvido pela rede de pesquisa Farmabrasilis, para uso no tratamento de esquistossomose.  A concessão desse status é uma forma de o governo norte-americano incentivar o desenvolvimento de medicamentos para doenças com mercado restrito, com uma prevalência de até 200 mil pessoas nos Estados Unidos, embora em outros países possa ser maior. Globalmente, a esquistossomose é uma das principais doenças negligenciadas, que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo e cerca de 7 milhões no Brasil.  Entre outros benefícios, o status de orphan drug confere facilidades para a realização de ensaios clínicos, após os quais, se bem-sucedidos, o fármaco poderá ser registrado e distribuído nos Estados Unidos, no Brasil e em outro...