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Missão Juno envia sua primeira imagem após chegar a Júpiter

A foto, enviada pela JunoCam, é sinal de que o equipamento está funcionando bem. Imagens em alta resolução chegarão no próximo mês


A Nasa divulgou a primeira imagem feita pela missão Juno, que chegou a Júpiter no início de julho. A fotografia, enviada pela JunoCam, uma câmera que faz imagens coloridas, mostra que o equipamento sobreviveu à arriscada manobra que colocou a sonda não tripulada na órbita do maior planeta do sistema solar. Desde 4 julho, quando Juno teve seus motores ligados e, em seguida, quase desligados, ela está orbitando o planeta em uma trajetória elíptica. A JunoCam foi religada no domingo, seis dias após a manobra, e conseguiu enviar os dados sem nenhuma interferência.

“Essa cena da JunoCam indica que ela sobreviveu  a sua primeira passagem pelo ambiente de extrema radiação de Júpiter sem qualquer dano e está pronta para fotografar Júpiter”, afirmou Scott Bolton, diretor científico da missão da agência espacial americana, em comunicado. “Mal podemos esperar pelas primeiras imagens dos polos de Júpiter.”

A fotografia divulgada foi feita em 10 de julho, quando a sonda estava a 4,3 milhões de quilômetros do gigante gasoso, no início de sua órbita alongada, que leva 53 dias. A câmera continuará a fazer imagens do planeta e as primeiras fotos em alta resolução devem ser tiradas em 27 de agosto, quando a sonda fizer uma maior aproximação de Júpiter.

A JunoCam é chamada pelos cientistas de “os olhos de Juno”, pois foi criada para tirar fotos em “luz visível”, ou seja, com comprimentos de onda que podem ser enxergados pelo olho humano. Ela vai fazer imagens dos polos de Júpiter e de suas nuvens, que devem ajudar os astrônomos a contextualizar as informações trazidas pelos instrumentos científicos da sonda. Entretanto, de acordo com a Nasa, a principal função da câmera é mostrar a missão ao público: o time de cientistas está trabalhando para conseguir disponibilizar todas as fotos feitas pela câmera no site de Juno.

Missão Juno

Lançada em 5 de agosto de 2011, a missão Juno fez uma viagem de 2,8 bilhões de quilômetros até chegar a Júpiter, em 4 de julho. A partir de então, a sonda sobrevoará Júpiter 37 vezes durante um ano terrestre, 5.000 quilômetros acima das nuvens do planeta. A sonda usará uma série de instrumentos, fornecidos por Itália, França e Bélgica, como parte de uma parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), para estudar o funcionamento de Júpiter e analisar sua composição. A nave orbitará os polos do gigantesco planeta, que, acredita-se, foi o primeiro a se formar, com massa duas vezes maior que a de todos os outros planetas do Sistema Solar juntos. A missão não é tripulada – mas viajou sob os “olhares cuidadosos” de bonecos de Lego de Galileu Galilei, do deus romano Júpiter e de sua mulher, Juno (que dá nome à sonda). A missão tem previsão de término em fevereiro de 2018.

Impulsionada por energia solar e com valor estimado em 1,1 bilhão de dólares, a sonda fará parte de duas experiências significativas para avaliar a quantidade de água que o planeta contém e determinar se “possui um núcleo de elementos pesados em seu centro, ou se é composto apenas de gás”, explicou Bolton.

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