Pular para o conteúdo principal

Baixo consumo de água aumenta risco de obesidade

Segundo um novo estudo, pessoas que tomam pouca água correm um risco 50% maior de obesidade, em comparação com aquelas que estão adequadamente hidratadas.


Faz tempo que a ciência conhece os benefícios do consumo de água para uma boa saúde. Agora, um novo estudo sugere que até a obesidade pode estar relacionada à ingestão inadequada do líquido. De acordo com a pesquisa, publicada recentemente no periódico científico Annals of Family Medicine, pessoas que tomam pouca água diariamente correm um risco 50% maior de ficar acima do peso, em comparação com aquelas que ingerem a quantidade ideal. 
Pesquisadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, analisaram 9.528 adultos, com idade entre 18 e 64 anos, participantes de uma pesquisa nacional realizada pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). Os dados incluíam informações sobre a dieta, ingestão de água e nível de hidratação dos participantes, medido por meio da concentração da urina.
Os resultados mostraram que cerca de 33% dos participantes não estavam adequadamente hidratados. Além disso, as pessoas que estavam desidratadas tendiam a ter um índice de massa corporal (IMC) maior do que as hidratadas. De acordo com os autores, embora a associação entre hidratação e peso não esteja clara, ela vai de encontro às recomendações atuais que afirmam que manter-se hidratado pode ajudar a perder peso, já que, muitas vezes, o corpo interpreta a sensação de sede como fome.Outra possível explicação para o fenômeno, segundo os autores, é que pessoas obesas precisam de mais água para manter-se hidratadas, do que aquelas com um corpo menor. Isso faz com que elas tenham mais dificuldade de alcançar um nível adequado de hidratação. Mas, estudos anteriores já mostraram que pessoas com sobrepeso que tomam água antes das refeições, ingerem menos calorias do que aquelas que não têm esse hábito. Isso sugere que a água desempenha um papel importante no controle do peso.
“Há muito foco na alimentação e no exercício físico, mas outros fatores influenciam na perda de peso. Nossas descobertas sugerem que a hidratação pode merecer mais atenção quando se pensa em tratar a obesidade. Além disso, manter-se hidratado é bom para a saúde de qualquer forma.”, afirmou Tammy Chang, principal autora do estudo.O corpo precisa de água para funcionar corretamente. Atividades corporais, como a respiração, a transpiração, a urina e os movimentos peristálticos gastam bastante água. Por isso, o líquido precisa ser constantemente reposto para que o corpo se mantenha hidratado. Embora a quantidade de água necessária para manter-se hidratado varie de acordo com a idade, peso e nível de atividade física de cada indivíduo, recomenda-se que um adulto ingira entre 2,7 e 3,7 litros de líquidos por dia, provenientes de bebidas (de preferência água) e alimentos.A falta de água pode levar à desidratação, o que pode alterar sua saúde física, emocional e mental. Diversos estudos relacionaram a desidratação à danos na memória, no humor, nos rins, cansaço, dor de cabeça, constipação, e, em casos severos, pode levar à morte.Mas como saber se você está hidratado? “A sensação de sede é a maneira mais simples de saber se o seu corpo necessita de mais água. Sua boca fica seca e você pode sentir-se cansado ou menos alerta. No entanto, as pessoas frequentemente confundem esses sintomas com outros impulsos como fome ou fadiga em geral”, disse Tammy. Diante disso, a autora afirma que a forma mais confiável de saber se você está corretamente hidratado é pela cor da urina. Se sua urina estiver clara, quase da cor da água, você está adequadamente hidratado. Mas se sua urina estiver escura, é preciso tomar mais água.
Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...