Pular para o conteúdo principal

Antenas ficam 1.000 vezes menores

Antenas ficam 1.000 vezes menores
A miniaturização finalmente chegou às antenas.
 [Imagem: Tianxiang Nan et al. - 10.1038/s41467-
017-00343-8]

Miniaturização das antenas

Projetar antenas sempre teve sua porção de ciência e engenharia, mas continua tendo muito de arte.

Uma das maiores de dificuldades é reduzir seu tamanho, já que cada antena deve ter uma relação direta com o comprimento da onda eletromagnética que deve captar - e as ondas eletromagnéticas úteis costumam ter comprimentos de onda bem grandes, muito maiores do que as dimensões dos demais componentes envolvidos na tecnologia atual.

"Um monte de gente tem tentado reduzir o tamanho das antenas. Este é um desafio em aberto para toda a sociedade. Nós olhamos para o problema e pensamos: 'Por que não usamos um novo mecanismo?" conta o professor Nian Sun, da Universidade Northeastern, nos EUA.

Ele e sua equipe testaram o novo mecanismo e é pouco dizer que deu certo - deu muito certo.

A inovação permitirá construir antenas até 1.000 vezes menores do que as atualmente disponíveis para faixas de frequência práticas, usadas em várias aplicações.

Ressonância acústica

Em vez de projetar antenas para a ressonância das ondas eletromagnéticas - para que elas recebam e transmitam ondas eletromagnéticas - a equipe de Sun adaptou as antenas à ressonância acústica.

As ondas de ressonância acústica são aproximadamente 10 mil vezes menores que as ondas eletromagnéticas. Isso significa uma antena que é várias ordens de grandeza menores do que as antenas mais compactas disponíveis hoje.

Como a ressonância acústica e as ondas eletromagnéticas têm a mesma frequência, as novas antenas deverão funcionar para celulares e outros dispositivos de comunicação sem fio - na verdade, os pesquisadores constataram que suas antenas são melhores do que as tradicionais.

As antenas miniaturizadas também deverão ter grandes implicações para os dispositivos da internet das coisas e para o campo biomédico, viabilizando dispositivos eletrônicos injetáveis e implantáveis para realizar exames e monitorar a saúde.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=antenas-ficam-1-000-vezes-menores&id=010110170830&ebol=sim#.Wal1oz6GPIV

Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...

Fármaco brasileiro aprovado nos Estados Unidos

  Em fotomicrografia, um macho de Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose CDC/G. Healy A agência que regula a produção de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, concedeu o status de orphan drug para o fármaco imunomodulador P-Mapa, desenvolvido pela rede de pesquisa Farmabrasilis, para uso no tratamento de esquistossomose.  A concessão desse status é uma forma de o governo norte-americano incentivar o desenvolvimento de medicamentos para doenças com mercado restrito, com uma prevalência de até 200 mil pessoas nos Estados Unidos, embora em outros países possa ser maior. Globalmente, a esquistossomose é uma das principais doenças negligenciadas, que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo e cerca de 7 milhões no Brasil.  Entre outros benefícios, o status de orphan drug confere facilidades para a realização de ensaios clínicos, após os quais, se bem-sucedidos, o fármaco poderá ser registrado e distribuído nos Estados Unidos, no Brasil e em outro...