Pular para o conteúdo principal

Sensor eletrônico detecta moléculas de Alzheimer, Parkinson e câncer


 
Dispositivo eletrônico detecta moléculas ligadas a câncer, Alzheimer e Parkinson

Sensor médico
Pesquisadores do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), em Campinas (SP) desenvolveram um dispositivo eletrônico simples para a detecção de biomoléculas relacionadas a diversos tipos de câncer e a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
O sensor tem como elemento central um transístor com uma camada orgânica em escala nanométrica que, em meio líquido, pode identificar facilmente o peptídeo glutationa reduzida (GSH) e a enzima glutationa S-transferase (GST).
Diferentemente dos transistores convencionais, que são formados por várias camadas de diversos materiais, o novo componente possui apenas um par de contatos elétricos cobertos por uma camada orgânica - polímeros à base de carbono -, o que simplifica a fabricação do transístor.
Nessa arquitetura, o filme orgânico é exposto em meio líquido, onde há um terceiro eletrodo para a detecção do par de biomoléculas.

Transístor orgânico
A tecnologia do transístor orgânico para detecção de substâncias em meio líquido é recente e promissora, e vem sendo explorada para aplicações em várias áreas. O dispositivo brasileiro é o primeiro desse tipo reportando a detecção das moléculas de interesse médico.
"Este é um par [de moléculas] relevante para a biomedicina e que pode ser detectado de maneira reversível e em baixas concentrações devido às características peculiares do transístor," disse Rafael Furlan, responsável pela construção do sensor. "Os dispositivos orgânicos são facilmente modificáveis e mais simples que os dispositivos convencionais".
O sensor pode ser adaptado para detecção de outras substâncias, como moléculas relacionadas a diferentes doenças e elementos presentes em material contaminado, entre outras aplicações. Para isso, alteram-se as moléculas incorporadas no sensor, que reagirão na presença dos componentes químicos que são alvo de análise no ensaio, chamados de analitos.


Fonte:  https://biomol-lab.blogspot.com/b/post-preview?token=LYBNElUBAAA.jXMM9FJtauHUTsGDH5DSYS9NLn-0RhBhvZ0k6N9p5Wa_U5BCJm43wOR9T2BMpz4YDtF0P-zGUiGteuXdGQltag.7ZSqjQxv296PPww63-uKjQ&postId=3097310951224370588&type=POST

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Transferring skills beyond the lab

Launching a nonresearch career doesn’t mean leaving behind everything you learned as a scientist. The skills you developed as you dove into your projects and communicated your results are valuable in many jobs. If you’re not convinced, read on for some specific examples of how Ph.D.-holders put their skills to use outside the lab. Learning new fields Kenneth Gibbs Jr. , Program director in the Division of Training, Workforce Development, and Diversity at the National Institute of General Medical Sciences Learning new fields is a skill I developed in graduate school that I continue to use now as I manage research grants in scientific areas that are outside my previous expertise. When I was a graduate student, I was very interested in stem cells and the signals that regulate them. At the time I didn't have a background in the topic, so I had to read lots of literature—where I encountered unfamiliar terms—to orient myself to the field, and then I would identify knowledgea...

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!