Pular para o conteúdo principal

UFC é novamente avaliada entre as mil melhores universidades do mundo, aponta ranking CWUR

A Universidade Federal do Ceará mantém sua posição de destaque entre as instituições de ensino superior e acaba de ser avaliada entre as mil melhores universidades do mundo,  segundo a edição 2020-2021 do ranking do Center for World University Rankings (CWUR). No total, foram avaliadas cerca de 20 mil instituições, neste que é considerado o mais amplo levantamento global de dados acadêmicos. Com esse desempenho, a UFC fica entre as 4,7% melhores do mundo.

Segundo o novo ranking, a UFC ocupa a 932ª colocação, com nota geral de 70,7 pontos. Entre as universidades brasileiras, a Federal do Ceará está na 18ª posição, sendo a 2ª do Norte e Nordeste.

Para o reitor da UFC, Prof. Cândido Albuquerque, os dados apresentados pelo CWUR são interessantes e mostram que a UFC segue como referência de qualidade entre as instituições de ensino superior do mundo. "Para garantir a evolução da Instituição, nós iremos agora focar em pesquisa, porque esse é o grande diferencial das universidades", destaca Albuquerque. 

Outra meta apontada pelo reitor é o investimento em empreendedorismo e na aproximação da Universidade com o setor produtivo, que é, inclusive, um dos indicadores avaliados pelo ranking CWUR para medir a qualidade das instituições. "Para isso, temos vários projetos em andamento, como o Condomínio do Empreendedorismo, a Agência de Inovação e o Parque Tecnológico, medidas que irão impulsionar a inserção do aluno no mercado de trabalho", analisa. 

O ranking geral do CWUR é liderado por três universidades norte-americanas: Harvard University, Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Stanford University, respectivamente. O Brasil é representado por 56 instituições de ensino superior no levantamento. Entre estas, a melhor posicionada é a Universidade de São Paulo (USP), na 103ª colocação, seguida da Universidade de Campinas (UNICAMP), na 351ª, e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no 356º lugar. No cenário regional, a UFC está atrás apenas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que ficou em 865º na lista mundial.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ‒ O CWUR é um dos importantes rankings universitários internacionais, contemplando dados referentes à graduação e à pós-graduação. Sete indicadores são avaliados, divididos em quatro critérios:

1) qualidade de ensino (25% da nota), calculada pelo número de ex-alunos que ganharam prêmios internacionais, proporcionalmente ao tamanho do corpo discente;

2) empregabilidade dos ex-alunos (25%), medida pelo número de ex-alunos que chegaram ao posto de CEO (diretor executivo) de grandes empresas do mundo, proporcionalmente ao tamanho do corpo discente;

3) qualidade do corpo docente (10%), mensurada pela quantidade de professores que ganharam prêmios internacionais, proporcionalmente ao tamanho do corpo docente;

4) performance das pesquisas:

‒ número de pesquisas divulgadas (10%), referente ao total de pesquisas divulgadas pela universidade;

‒ qualidade das publicações (10%), medida pelo número de pesquisas publicadas nos periódicos científicos de primeira linha;

‒ influência (10%), calculada pelo número de publicações que aparecem em periódicos científicos com grande influência e reconhecimento internacional;

‒ citações (10% da nota), medida pelo número de vezes que as pesquisas da universidade são referenciadas nos artigos classificados como altamente citados.

Para a UFC, o ranking divulgou dois desses critérios. Na performance de pesquisa, a Federal do Ceará ocupa a 885ª posição mundial. Já em empregabilidade dos ex-alunos, a UFC se posiciona em 1.362º lugar entre as 20 mil universidades avaliadas.

Na edição 2019-2020 do ranking CWUR, a UFC já aparecia entre as mil melhores do mundo. 


Enviado por Neto (Aluno de Doutorado - RENORBIO)

Postado por Cláudio H. Dahne

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fármaco brasileiro aprovado nos Estados Unidos

  Em fotomicrografia, um macho de Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose CDC/G. Healy A agência que regula a produção de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, concedeu o status de orphan drug para o fármaco imunomodulador P-Mapa, desenvolvido pela rede de pesquisa Farmabrasilis, para uso no tratamento de esquistossomose.  A concessão desse status é uma forma de o governo norte-americano incentivar o desenvolvimento de medicamentos para doenças com mercado restrito, com uma prevalência de até 200 mil pessoas nos Estados Unidos, embora em outros países possa ser maior. Globalmente, a esquistossomose é uma das principais doenças negligenciadas, que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo e cerca de 7 milhões no Brasil.  Entre outros benefícios, o status de orphan drug confere facilidades para a realização de ensaios clínicos, após os quais, se bem-sucedidos, o fármaco poderá ser registrado e distribuído nos Estados Unidos, no Brasil e em outro...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...