Pular para o conteúdo principal

Tecnologia cola metais com qualquer outro material

Entalhe em nanoescala
Em busca de veículos e máquinas mais leves e mais baratos tem havido uma verdadeira corrida para desenvolver novas técnicas de junção de metais "incompatíveis" e de metais com outros materiais sintéticos.
Os avanços mais recentes incluem solda sem calorcolas metálicassolda por fricçãosolda a água e novas técnicas para unir metais leves com aço.
Uma nova abordagem, desenvolvida por Melike Baytekin, da Universidade de Kiel, na Alemanha, consiste em fazer ranhuras precisas na superfície de metais como alumínio, titânio e zinco, permitindo que eles sejam grudados em virtualmente qualquer outro tipo de material, metálico ou não. Baytekin chama sua técnica de "esculpimento em nanoescala".
Mesmo não danificando os metais - não afetando sua estrutura ou sua estabilidade mecânica - as ranhuras alteram a superfície do material, criando uma camada que repele água e com melhor biocompatibilidade, abrindo caminho para seu uso também na fabricação de implantes médicos.
O metal quebra, a junção não
Vista ao microscópio, a superfície dos metais contém muitos cristais e grânulos diferentes, alguns dos quais são quimicamente menos estáveis do que outros. O trabalho do nanoesculpimento é justamente remover esses cristais instáveis, o que cria uma rugosidade precisamente controlada, com entalhes entre 10 e 20 micrômetros de profundidade.
Com as duas superfícies a serem unidas sendo tratadas da mesma forma, elas passam a se encaixar, e uma cola polimérica faz o restante do trabalho.
"Essas conexões de encaixe 3D são praticamente inquebráveis. Em nossos experimentos, geralmente era o metal ou o polímero que quebrava, mas não a própria conexão," conta a pesquisadora. "Nós até mesmo sujamos as superfícies metálicas de óleo antes da junção, e a conexão se manteve."
"As possibilidades de aplicação são extremamente grandes, das indústrias metalúrgicas, fabricação de navios ou aviões, até tecnologias de impressão, proteção antifogo e aplicações médicas," finalizou Baytekin.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnologia-cola-metais-qualquer-outro-material&id=010170160916#.V-M6cfkrLIV
Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fármaco brasileiro aprovado nos Estados Unidos

  Em fotomicrografia, um macho de Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose CDC/G. Healy A agência que regula a produção de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, concedeu o status de orphan drug para o fármaco imunomodulador P-Mapa, desenvolvido pela rede de pesquisa Farmabrasilis, para uso no tratamento de esquistossomose.  A concessão desse status é uma forma de o governo norte-americano incentivar o desenvolvimento de medicamentos para doenças com mercado restrito, com uma prevalência de até 200 mil pessoas nos Estados Unidos, embora em outros países possa ser maior. Globalmente, a esquistossomose é uma das principais doenças negligenciadas, que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo e cerca de 7 milhões no Brasil.  Entre outros benefícios, o status de orphan drug confere facilidades para a realização de ensaios clínicos, após os quais, se bem-sucedidos, o fármaco poderá ser registrado e distribuído nos Estados Unidos, no Brasil e em outro...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...