Pular para o conteúdo principal

No Facebook: estudante brasileiro cria fórmula de química

 O amazonense Kelvin Pereira batizou a equação com o seu nome. Confira uma entrevista com o garoto

A criação do estudante amazonense Kelvin Márcio Sales Pereira, de 16 anos, fez sucesso na internet. A história foi compartilhada nas redes sociais pelo portal A Crítica, a partir de uma reportagem feita pelo mesmo jornal amazonense. Na sequência, viralizou no Facebook. O jovem tentava resolver um exercício de química quando, olhando para a questão escrita no quadro, percebeu que poderia resolvê-la de forma mais rápida do que a maneira que era ensinada por seus professores.
A “Fórmula de Kelvin”, como foi registrada pelo estudante em cartório, encurta o caminho para encontrar o Número de Oxidação (NOX) de um metal eletrolisado. O NOX indica a carga que o elemento recebe em uma reação química, além da quantidade de massa eletrolisada e a massa atômica do metal. Do tipo “coisa que cai no vestibular”.

Kelvin é aluno do Colégio da Polícia Militar Waldocke Fricke de Lira (3º CMPM), em Manaus, e se prepara para cursar o 3º ano do ensino médio em 2017. Ao blog, ele contou como foi o processo da elaboração da fórmula e quais são os seus planos para o futuro — afinal, o menino é promissor.

Como surgiu a ideia da fórmula? Estava estudando sobre eletrólise no meu curso pré-vestibular. Durante a resolução de um exercício, percebi uma lógica entre a massa atômica, a massa eletrolisada e o NOX do metal. Tudo isso enquanto eu olhava para o quadro, uma mania que tenho. Gosto de tentar encontrar maneiras mais simples de resolver os problemas. Então, criei um macete, que resultou na fórmula. Em um primeiro momento, cometi um erro, multiplicando por um número inadequado. Ainda assim, eu sabia que poderia chegar à uma resposta e, então, acredito que Deus me enviou o número certo e eu cheguei à fórmula final.

E estava correta? Primeiro, testei em diferentes situações e sempre funcionava. Depois, procurei meus professores do curso pré-vestibular e da escola, para conferirem. Todos confirmaram minha teoria.

Por que a equação é importante? Ela é importante para os alunos e para a indústria, principalmente, porque faz com que ganhem tempo. Nós pulamos uma fase. No vestibular isso ajuda o estudante a resolver a questão mais rápido. Na indústria, digamos que um químico quer descobrir a quantidade de massa que foi eletrolisada de alumínio ou de cobre. Agora, basta ter a quantidade de NOX e a massa atômica do ouro. Antes havia também uma etapa preliminar, que demandava tempo para ser vencida.

O que você planeja agora? Estou estudando para passar no vestibular de medicina. Para divulgar a fórmula, vou buscar apoio em universidades federais, tentar entrar em um grupo de pesquisa da área e publicar o achado em alguma revista científica. Se conseguir, poderei mandar para o Conselho Internacional de Química. Mas é um processo demorado. Após a repercussão na internet, também aproveitei para começar a dar vida um projeto que sempre quis concretizar. Estou criando um site chamado Metodologia de Kelvin, no qual irei ajudar estudantes colegiais a aprender de forma mais fácil.

Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Transferring skills beyond the lab

Launching a nonresearch career doesn’t mean leaving behind everything you learned as a scientist. The skills you developed as you dove into your projects and communicated your results are valuable in many jobs. If you’re not convinced, read on for some specific examples of how Ph.D.-holders put their skills to use outside the lab. Learning new fields Kenneth Gibbs Jr. , Program director in the Division of Training, Workforce Development, and Diversity at the National Institute of General Medical Sciences Learning new fields is a skill I developed in graduate school that I continue to use now as I manage research grants in scientific areas that are outside my previous expertise. When I was a graduate student, I was very interested in stem cells and the signals that regulate them. At the time I didn't have a background in the topic, so I had to read lots of literature—where I encountered unfamiliar terms—to orient myself to the field, and then I would identify knowledgea...

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!