Pular para o conteúdo principal

Plataforma da biodiversidade brasileira lança nova ferramenta de dados sobre espécies

Aplicativo reúne informações sobre 150 mil espécies da fauna e flora brasileiras. “A ideia é que tenhamos cada vez mais dados especializados alimentados por pesquisadores”, explicou o coordenador de TI do SiBBr, Rafael Fonseca

 

O Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançou nesta quinta-feira (27) mais uma ferramenta de dados e conteúdos. Nomeado “Ficha de espécies”, o novo aplicativo vai abrigar informações detalhadas sobre diversos tipos de espécies da fauna e flora brasileira. A ferramenta foi anunciada durante o simpósio científico “SiBBr: Implementando o GBIF no Brasil”, realizado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília. A atividade marcou o encerramento do 23º Encontro do Conselho de Governança da Plataforma Global de Informação sobre a Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), que aconteceu pela primeira vez no Brasil.

“Essa nova ferramenta irá trazer todas as fichas inventariadas pelo catálogo da fauna e flora brasileira que vamos disponibilizar para usuários com todas as informações disponíveis sobre as espécies, como, por exemplo, onde vivem, seus hábitos, fotografias e muito mais”, explicou o coordenador de tecnologia da informação do SiBBr, Rafael Fonseca. “Hoje, já são aproximadamente 150 mil espécies. A ideia é que cada vez mais tenhamos dados especializados alimentados por pesquisadores. As fichas são voltadas não só para os especialistas, mas também o público geral”.

Em setembro, um conjunto de ferramentas e serviços foi lançado para facilitar a publicação de dados e as pesquisas acadêmicas.
No simpósio, os participantes debateram o papel do GBIF como a maior infraestrutura global de dados sobre biodiversidade. O secretário-executivo da plataforma, Donald Hobern, apresentou as prioridades para o período de 2017-2021, enquanto a diretora do SiBBr, Andrea Portela Nunes, apresentou a evolução e as fases de implementação do sistema no Brasil.

“Temos muito a compartilhar com eles. A nossa experiência diária de engajamento é importante de ser compartilhada. Tem alguns países aqui que estão em estágio no GBIF anterior ao Brasil. Então, eles lucram muito em ver como o país se organiza, como aborda e faz o engajamento no trabalho de coleta de dados. Mas também é importante que o Brasil reconheça essa oportunidade da realização da reunião no país, como porta de entrada de cooperação que vai facilitar muito os trabalhos. Em comum, temos como principais desafios evoluir tecnologicamente sem reinventar a roda e de forma cooperativa”, disse Nunes.

SiBBr

Iniciativa do MCTIC, com suporte técnico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o SiBBr é o primeiro passo para o Brasil consolidar uma sólida infraestrutura nacional de dados e conteúdos em biodiversidade. A plataforma online pretende reunir a maior quantidade de dados e informações existentes sobre a biodiversidade do País. O objetivo é apoiar a produção científica e processos de formulação de políticas públicas e tomada de decisões associadas à conservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais, por meio do estímulo e facilitação à digitalização, publicação na internet, integração de dados de livre acesso e uso de informações sobre a biodiversidade brasileira.

Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/32-plataforma-da-biodiversidade-brasileira-lanca-nova-ferramenta-de-dados-sobre-especies/


Postado por Hadson Bastos

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fármaco brasileiro aprovado nos Estados Unidos

  Em fotomicrografia, um macho de Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose CDC/G. Healy A agência que regula a produção de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, concedeu o status de orphan drug para o fármaco imunomodulador P-Mapa, desenvolvido pela rede de pesquisa Farmabrasilis, para uso no tratamento de esquistossomose.  A concessão desse status é uma forma de o governo norte-americano incentivar o desenvolvimento de medicamentos para doenças com mercado restrito, com uma prevalência de até 200 mil pessoas nos Estados Unidos, embora em outros países possa ser maior. Globalmente, a esquistossomose é uma das principais doenças negligenciadas, que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo e cerca de 7 milhões no Brasil.  Entre outros benefícios, o status de orphan drug confere facilidades para a realização de ensaios clínicos, após os quais, se bem-sucedidos, o fármaco poderá ser registrado e distribuído nos Estados Unidos, no Brasil e em outro...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...