Pular para o conteúdo principal

Experimento de código aberto funde biologia com eletrônica

Lâmpada de bactérias
Em breve será possível fazer uma lâmpada acionada não por eletricidade, mas por bactérias - com algum conhecimento de biologia, você próprio poderá fazer a sua.
É o que garante um grupo de estudantes da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, que está combinando engenharia eletrônica com biologia sintéticapara criar circuitos eletrobiológicos.
Eles manipularam geneticamente bactérias E. coli para apresentarem fluorescência em algo parecido com uma lâmpada plana. A lâmpada acende quando as bactérias experimentam estresse térmico induzido por uma célula a combustível microbiana - um dispositivo que atua como uma bateria, aproveitando a energia elétrica da ação dos micróbios.
Biologia de código aberto
A equipe projetou uma cepa de E.coli que, devido à expressão aumentada de um gene fluorescente, brilha sob ação de uma corrente elétrica ou sob a influência de uma fonte de calor a 42 °C. Eles também projetaram um circuito para conectar a lâmpada e a fonte de alimentação a fim de criar um kit que se encaixa como se fosse um brinquedo de montar.
O principal objetivo é criar um kit que incentive outros pesquisadores, estudantes e interessados a construir suas próprias versões do experimento.
"Tudo o que fizemos é de código aberto. Tem mais a ver com o que outras pessoas podem fazer com a base que definimos, ao invés de projetar algo revolucionário nós mesmos. Nós queríamos fornecer às pessoas as ferramentas para gerar tecnologias novas e instigantes," disse Ollie Burton, líder da equipe.
Responsabilidade com a biologia sintética
É claro que trabalhar com organismos geneticamente modificados traz um certo nível de responsabilidade. Por isso, a equipe também projetou um experimento mental digital e interativo para acompanhar o seu kit. Nesse aplicativo, os jogadores são encorajados a considerar os impactos éticos de experiências de biologia sintética e dessa emergente "ciência eletrobiológica".
Um dos cenários propõe que o jogador use genes de um gato para alimentar uma turbina e pergunta: "Quais são os nossos limites quando se trata de usar materiais biológicos como eletricidade?"
Mais informações sobre o trabalho da equipe podem ser vistos, em inglês, no endereço http://igem.org.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lampada-bacteria-funde-biologia-eletronica&id=010180161103
Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Transferring skills beyond the lab

Launching a nonresearch career doesn’t mean leaving behind everything you learned as a scientist. The skills you developed as you dove into your projects and communicated your results are valuable in many jobs. If you’re not convinced, read on for some specific examples of how Ph.D.-holders put their skills to use outside the lab. Learning new fields Kenneth Gibbs Jr. , Program director in the Division of Training, Workforce Development, and Diversity at the National Institute of General Medical Sciences Learning new fields is a skill I developed in graduate school that I continue to use now as I manage research grants in scientific areas that are outside my previous expertise. When I was a graduate student, I was very interested in stem cells and the signals that regulate them. At the time I didn't have a background in the topic, so I had to read lots of literature—where I encountered unfamiliar terms—to orient myself to the field, and then I would identify knowledgea...

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!