Pular para o conteúdo principal

Papel de plasma mata todos os tipos de bactérias

O plasma gerado no papel mata os microrganismos de uma superfície em 10 segundos. [Imagem: Jingjin Xie]
Papel bactericida

Imagine usar aventais e outros acessórios, ou mesmo uma roupa inteira, que o proteja das mais perigosas bactérias.

Isto está próximo da realidade graças a uma técnica barata e eficaz de matar bactérias e esterilizar superfícies usando plasma gerado em guardanapos especiais feitos de papel.

"O papel é um material antigo, mas tem propriedades únicas para novas aplicações de alta tecnologia. Nós descobrimos que, aplicando uma alta tensão em pilhas de folhas com papel metalizado, é possível gerar plasma, que é uma combinação de calor, radiação ultravioleta e ozônio - e que que mata micróbios," conta o professor Aaron Mazzeo, da Universidade de Rutgers, nos EUA.

A motivação da equipe era criar equipamentos de proteção pessoal para lidar em situações críticas, como no surto de ebola em 2014 na África Ocidental, protegendo os profissionais e cuidadores e ajudando a conter a propagação de doenças infecciosas.

Plasma em papel

A invenção consiste em finas camadas de papel superpostas a folhas de papel alumínio, nas quais são traçados padrões em forma de hexágonos que servem como eletrodos para produzir o plasma, ou gás ionizado. A natureza fibrosa e porosa do papel permite que o gás o permeie, alimentando o plasma e facilitando a refrigeração do sistema.

"Tanto quanto sei, somos os primeiros a usar papel como base para gerar plasma," comentou Jingjin Xie, responsável pela descoberta.

Nos experimentos, o papel de plasma matou mais de 99% da Saccharomyces cerevisiae (uma espécie de levedura) e mais de 99,9% das bactérias E. coli.

A equipe espera que artefatos esterilizantes à base de papel possam ser incorporados em roupas que se esterilizam automaticamente, guardanapos que eliminem microrganismos de equipamentos de laboratório e até curativos à prova de infecções.

A próxima fase da pesquisa será testar exaustivamente o papel de plasma para confirmar sua eficácia contra os esporos dos microrganismos, que são particularmente difíceis de eliminar. Também serão necessários mais testes para verificar a segurança do plasma incorporados em dispositivos de vestir.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=papel-de-plasma&id=010160170529&ebol=sim#.WS4bZusrLIV

Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...