Pular para o conteúdo principal

Criado o primeiro Cristal do Tempo


Cristal espaço-temporal
Criado o primeiro Cristal do Tempo
Os cristais do tempo, capazes de sobreviver até ao fim do Universo, causaram uma celeuma entre os físicos desde que sua existência foi prevista por Frank Wilczek, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2004.
Embora vários artigos tenham sido publicados desde então tentando demonstrar a "impossibilidade" desses cristais do tempo, a equipe do professor Chris Monroe, da Universidade de Maryland, nos EUA, não se importou com o ceticismo e anunciou agora ter criado o primeiro cristal do tempo na prática.
A ideia básica do cristal espaço-temporal é que o cristal gire de forma persistente, em um nível muito baixo de energia - sem precisar de energia externa -, permitindo quebrar tanto a simetria espacial quanto a simetria temporal.
Mesmo se não houver muita gente interessada em deixar mensagens para quem possa surgir depois do fim do Universo, esses cristais podem ser usados como memórias quânticas muito robustas e confiáveis.


Cristal quântico
 
Ao contrário de um bonito cristal brilhante, os pesquisadores trabalharam com sistemas quânticos que não estão em equilíbrio, mais especificamente com uma fileira de íons do elemento químico itérbio, com spins que interagem uns com os outros.
O spin dos íons pode ser ajustado para cima ou para baixo com a ajuda de um laser. Como eles estão acoplados, quando o spin do primeiro íon é invertido o próximo íon o acompanha, e assim por diante, até o final da fileira.

Estes spins derivados oscilam a uma velocidade que depende da regularidade com que o laser inverte o spin do primeiro íon, o que significa que a frequência original determina a taxa de oscilação do conjunto.
Contudo, quando se permite que o sistema "evolua", as interações passam a ocorrer a uma taxa que é o dobro da frequência original, o que somente pode ser explicado pela quebra da simetria do tempo, permitindo assim estes períodos mais longos.

Memória do Universo
 
Para checar tudo, a equipe mediu as propriedades do cristal do tempo, confirmando que alterações na frequência original - a frequência do laser que altera o primeiro spin - não conseguem mais alterar a frequência do cristal do tempo. Ele passa a funcionar de forma estável em seu próprio ritmo.
Embora todo o aparato para o funcionamento do cristal do tempo não permita devaneios quando a começar a escrever a história do Universo para uma posteridade pós-Universo, o esquema pode funcionar como uma memória quântica extremamente robusta, que exigirá a injeção externa de energia para que o registro inicial seja apagado - ao contrário das memórias quânticas atuais, que sofrem com a perda de dados devido ao fenômeno quântico da decoerência.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=criado-primeiro-cristal-do-tempo&id=010130161018#.WAXc6ty7P64 

Postado por Hadson Bstos 







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...