Pular para o conteúdo principal

Ondas gravitacionais são detectadas pela segunda vez


Simulação feita em computador de como seria a fusão de dois buracos negros, feita com dados do Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais (LIGO) 


Fenômeno previsto por Albert Einstein cem anos atrás e confirmado pela primeira vez em fevereiro foi novamente identificado

Cientistas afirmaram nesta quarta-feira (15) que detectaram, pela segunda vez, as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein 100 anos atrás e confirmadas pela primeira vez em fevereiro. De acordo com os especialistas, que apresentaram os resultados das investigações na conferência anual da American Astronomical Society, a detecção das “dobras no espaço” não foi um acaso.


Segundo os pesquisadores, as ondas gravitacionais foram detectadas pelos aparelhos do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO, na sigla em inglês) e Virgo – aparelho europeu – no dia 26 de dezembro de 2015. O fenômeno resulta da fusão de dois buracos negros em um único e imenso abismo 1,4 bilhão de anos atrás.
Os detectores do LIGO estão localizados em Livingston, na Louisiana, e Hanford, no Estado de Washington. O detector de Louisiana percebeu as ondas primeiro, e o de Washington, 1,1 milissegundo mais tarde. Os cientistas usaram a diferença de tempo para calcular dados dos buracos negros e de sua fusão.
Segundo os pesquisadores, o primeiro sinal detectado refletia a fusão de buracos negros com massas de 29 e 36 vezes a do Sol. O segundo sinal é resultado da fusão de um par mais modesto, com massas de 14 e 8 vezes a do Sol. “Estamos começando a vislumbrar um tipo de informação astronômica nova, que só pode vir de detectores de ondas gravitacionais”, disse David Shoemaker, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o prestigioso MIT.

Primeira detecção – Em setembro de 2015, aparelhos do LIGO detectaram pela primeira vez as ondas gravitacionais. Os resultados das análises, no entanto, foram divulgados apenas em fevereiro deste ano. O acontecimento representou um marco na física e na astronomia, uma vez que essas minúsculas distorções no espaço-tempo – aquilo que os físicos descrevem metaforicamente como o tecido do universo, o ambiente dinâmico onde todos os acontecimentos transcorrem – eram a única parte da Teoria da Relatividade Geral de Einstein que ainda não havia sido confirmada pela ciência.

fonte: http://veja.abril.com.br/ciencia/ondas-gravitacionais-sao-detectadas-pela-segunda-vez/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...