Pular para o conteúdo principal

Como fazer o café perfeito, de acordo com a ciência


Café quente saindo fumaça



Você pode até jurar que o café da sua vó é o mais gostoso do mundo - e o que o da firma é o pior que você já tomou. Isso é gosto pessoal.
Mas pesquisadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, e do MIT, nos EUA, se juntaram e garantem: existe uma receita para deixar o seu café melhor. E o segredo está no frio.
A ideia é bem simples. Não importa se você gosta do café mais amargo ou mais docinho, o ponto é que ele precisa ser consistente - e, de acordo com o estudo, o que define isso é o tamanho dos grãos do pó de café.
Quando o fruto é moído e se transforma em pó, os grãozinhos acabam ficando de tamanhos desiguais.
Acontece que a água usada na preparação da bebida reage de maneira distinta, dependendo do tamanho das partículas de café: as menores tendem a ficar mais azedas, enquanto as maiores ficam com um gostinho amargo.
Isso acontece porque dentro dos grãos de café há água e essa umidade interfere nas dimensões do pó - o H2O não fica estático dentro do fruto, então quando ele é moído as formas ficam irregulares.
Os cientistas descobriram que há uma maneira de fazer com que essas partículas tenham o mesmo tamanho: congelando-as.
O estudo chegou a conclusão que se você congelar os grãos (com nitrogênio líquido, por exemplo) a água fica sólida - assim, o produto da moagem fica uniforme.
O resultado é uma bebida com um gosto mais homogêneo, e mantendo mais o sabor original do grão.
O estudo ainda aponta que a técnica do congelamento se mostra ainda mais necessária quando pensamos em misturar diferentes tipos de grãos.
"Um exemplo é a tradicional mistura entre cafés brasileiros e etíopes: os dois são combinados para a obtenção da encorpada e gosto de nozes característico do fruto brasileiro, com a complexidade frutosa da Etiópia. Mas esse resultado só aparece se ambos grãos estiveram com partículas similares", afirmam os pesquisadores na conclusão do estudo.
A pesquisa, no entanto, não dá nenhuma dica de como fazer aquele café requentado ficar um pouquinho mais saboroso. Uma pena.

fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/como-fazer-o-cafe-perfeito-de-acordo-com-a-ciencia

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...