Pular para o conteúdo principal

Wi-Fi a laser é 20 vezes mais rápido

Do rádio para a luz
Logo poderemos usar a iluminação dos ambientes para suprir nossas necessidades de conectividade sem fios - graças a uma nova forma de geração de luz branca que torna a transferência de dados até 20x mais rápida.
Wi-Fi e Bluetooth são tecnologias bem estabelecidas, mas há várias vantagens em reduzir o comprimento de onda das ondas eletromagnéticas usadas para a transmissão de informações - por exemplo, passar das ondas de rádio para as ondas de luz visível.
A chamada comunicação por luz visível (CLV) usa partes do espectro eletromagnético que não são regulamentadas e é potencialmente mais eficiente em termos energéticos. A técnica oferece também uma maneira de combinar a transmissão de informações com as tecnologias de iluminação ambiente e das telas de TV e monitores de computador.
Para isso, é fundamental domar a luz branca emitida por diodos emissores de luz (LEDs). Os LEDs brancos são geralmente fabricados combinando um diodo que emite luz azul com fósforo, que transforma parte dessa radiação em luz vermelha e verde, e a junção de todas finalmente produz a luz branca.
No entanto, esse processo de conversão não é suficientemente rápido para alcançar a velocidade com que o LED pode ser ligado e desligado - ou piscar de forma imperceptível para os olhos humanos, de forma que possa suprir a iluminação normal e transmitir informações.
Laser azul vira luz branca
Uma solução para essa deficiência foi desenvolvida agora por Ibrahim Dursun e colegas da Universidade Rei Abdullah, na Arábia Saudita.
Dursun desenvolveu um material nanocristalino - cristais na faixa dos nanômetros - que gera luz branca a partir da luz azul com grande velocidade.
O material, que pertence à classe das perovskitas, forma nanocristais de cerca de oito nanômetros de diâmetro em um processo simples, baseado em uma solução dos componentes. Quando esses nanocristais são iluminados por uma luz laser azul, eles emitem uma luz branca quente.
O processo óptico de conversão ocorre em cerca de sete nanossegundos, o que permite modular a emissão óptica com uma frequência de 491 megahertz, 40 vezes mais rápido do que é possível utilizando os LEDs normais, e transmitir dados a uma taxa de 2 Gigabits por segundo.
Embora haja uma expectativa de que os lasers semicondutores venham a substituir os LEDs brancos no futuro, os nanocristais criados pela equipe têm um senão importante: eles contêm chumbo, um metal com limitações legais na maior parte dos países. Mas a demonstração do processo em uma perovskita abre o caminho para a sintetização de outros cristais com elementos menos problemáticos.

Postado por David Araripe
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=wi-fi-laser-20-vezes-mais-rapido&id=010150160816#.V7TtBvkrLIV

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Transferring skills beyond the lab

Launching a nonresearch career doesn’t mean leaving behind everything you learned as a scientist. The skills you developed as you dove into your projects and communicated your results are valuable in many jobs. If you’re not convinced, read on for some specific examples of how Ph.D.-holders put their skills to use outside the lab. Learning new fields Kenneth Gibbs Jr. , Program director in the Division of Training, Workforce Development, and Diversity at the National Institute of General Medical Sciences Learning new fields is a skill I developed in graduate school that I continue to use now as I manage research grants in scientific areas that are outside my previous expertise. When I was a graduate student, I was very interested in stem cells and the signals that regulate them. At the time I didn't have a background in the topic, so I had to read lots of literature—where I encountered unfamiliar terms—to orient myself to the field, and then I would identify knowledgea...

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!