Pular para o conteúdo principal

Imagens e vídeo são gravados em DNA - e lidos sem erros.

Imagens e vídeo são gravados em DNA - e lidos sem erros 

 Três imagens usadas no experimento foram gravadas em moléculas de DNA (dentro do frasco, embaixo à esquerda) e lidas sem erros. [Imagem: James Bornholt et al. (2016)]

 

Leitura sem erros

Pesquisadores da Universidade de Washington e da Microsoft desenvolveram um dos primeiros sistemas completos para armazenar dados digitais em DNA.
Além de gravar os dados nas moléculas de DNA, eles conseguiram ler de volta, sem qualquer erro, as imagens e vídeos usados no experimento. Ou seja, depois que se demonstrou uma gravação em moléculas de DNA de forma 100% confiável, agora também conseguiu-se eliminar os erros na leitura.
O objetivo é que, no futuro, empresas consigam armazenar seus dados de forma permanente, segura e muito compacta - a equipe estima que as informações que hoje exigem uma central de dados do tamanho de um supermercado caberiam em um aglomerado de moléculas de DNA do tamanho de um cubo de açúcar.

Endereço dos dados

James Bornholt e seus colegas desenvolveram uma nova abordagem para converter as longas cadeias de zeros e uns dos dados digitais nos quatro blocos básicos das sequências de DNA - adenina, guanina, citosina e timina.
Essa abordagem foi crucial para que as informações pudessem ser lidas de volta sem erros - a leitura dos dados no DNA é essencialmente um processo de sequenciamento, o mesmo usado para decifrar o genoma humano e dos demais seres vivos.
Como as moléculas de DNA são guardadas em uma solução dentro de um frasco - elas também podem ser desidratadas para armazenamento de longo prazo -, o primeiro passo na leitura é saber a ordem em que colocar as seções de dados lidos de cada molécula.
Para isso, cada molécula sintética também recebe um código equivalente a um CEP (Código de Endereçamento Postal). Usando técnicas de Reação em Cadeia da Polimerase, ou PCR (Polymerase Chain Reaction), comumente utilizadas em biologia molecular, cada molécula é lida e depois os dados são reordenados com base nesse código.

Armazenamento em DNA


Apesar da demonstração de conceito bem-sucedida, há vários desafios a serem vencidos para que o armazenamento em DNA seja prático e viável. Além do custo e da eficiência com que o DNA pode ser sintetizado (gravação) e sequenciado (leitura), o processo de recuperação dos dados é muito lento.
Enquanto o tempo de acesso aos dados em um disco rígido é feito em cerca de 10 milissegundos, a leitura dos dados em uma molécula de DNA leva cerca de 10 horas. Em compensação, a vida útil de um HD é estimada em 10 anos, no máximo, enquanto o armazenamento em DNA pode persistir por séculos.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=imagens-video-gravados-dna-lidos-sem-erros&id=010150160412#.Vw5XGXC7OlM

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!

Receita de grafeno para micro-ondas: Cozinhe por 1 segundo

Óxido de grafeno Um dos grandes entraves ao uso prático do grafeno é a dificuldade de produzi-lo: não é fácil fazer uma camada de apenas um átomo de espessura e mantê-la pura e firme para que suas incríveis propriedades sejam exploradas em sua totalidade. Quando ganharam o  Nobel por seus trabalhos com o grafeno , Andre Geim e Konstantin Novoselov contaram que isolaram o material usando uma fita adesiva para retirar pequenas camadas de um bloco de grafite. O problema é que não dá para fazer desse jeito em escala industrial, ou mesmo retirar o grafeno intacto da fita adesiva para conectá-lo a eletrodos, por exemplo. Atualmente, o modo mais fácil de fazer grandes quantidades de grafeno é esfoliar o grafite - o mesmo material dos lápis - em folhas de grafeno individuais usando produtos químicos. A desvantagem é que ocorrem reações secundárias com o oxigênio, formando óxido de grafeno, que é eletricamente não-condutor e estruturalmente mais fraco. A remoção do oxigênio do ...

Nova forma de carbono é dura como pedra e elástica como borracha

Visualização do carbono vítreo ultraforte, duro e elástico. A estrutura ilustrada está sobreposta em uma imagem do material feita por microscópio eletrônico. [Imagem: Timothy Strobel] Muitos carbonos O carbono é um elemento químico cujas possibilidades de rearranjo parecem ser infinitas. Por exemplo, os diamantes transparentes e superduros, o grafite opaco e desmanchadiço, o espetacular grafeno , todos são compostos exclusivamente por carbono. E, claro, temos nós, os seres humanos, formados em uma estrutura de carbono. E tem também o diamano , o aerografite e, agora, uma nova forma que parece ser um misto de tudo isso. Meng Hu e seus colegas das universidades Yanshan (China) e Carnegie Mellon (EUA) criaram uma forma de carbono que é, ao mesmo tempo, dura como pedra e elástica como uma borracha - e ainda conduz eletricidade. Essas infinitas possibilidades do carbono parecem ser possíveis porque a configuração dos seus elétrons permite inúmeras combinações de autoligação, dando or...