Pular para o conteúdo principal

Célula fotovoltaica de silício negro supera o limite de 100% de eficiência

 Célula fotovoltaica de silício negro supera o limite de 100% de eficiência

As nanoestruturas da célula solar induzem um fenômeno conhecido como multiplicação de cargas.

[Imagem: Wisa Förbom]


Célula solar com 130% de eficiência

Pela primeira vez, uma célula fotovoltaica excedeu o limite de 100% de eficiência, que antes era considerado o máximo teórico em termos de eficiência quântica externa.

Trata-se de um fotodetector feito com silício negro, que atingiu eficiência acima de 130%.

A eficiência quântica externa de um dispositivo é de 100% quando um fóton que entra gera um elétron para o circuito externo - uma eficiência de 130% significa que um fóton que entra gera aproximadamente 1,3 elétrons.

"Quando vimos os resultados, mal podíamos acreditar em nossos olhos. Imediatamente quisemos verificar os resultados por medições independentes," contou a professora Hele Savin, da Universidade Aalto, na Finlândia. As aferições independentes foram realizadas pela Agência Nacional de Metrologia da Alemanha (PTB).

"Depois de ver os resultados, percebi imediatamente que este é um avanço significativo e, ao mesmo tempo, um avanço muito bem-vindo para nós, metrologistas que sonhamos com sensitividades mais altas," disse Lutz Werner, responsável pelas medições.


Célula fotovoltaica de silício negro supera o limite de 100% de eficiência

O uso dessas nanoestruturas poderá ajudar a melhorar praticamente todos os dispositivos fotônicos.

[Imagem: M. Garin et al. (2020)]


Eficiência quântica

A equipe descobriu que a origem da eficiência quântica externa excepcionalmente alta está no processo de multiplicação dos portadores de carga dentro das nanoestruturas de silício negro, processo esse que é induzido por fótons de alta energia. O fenômeno nunca havia sido observado antes em dispositivos reais, uma vez que a presença de perdas elétricas e ópticas nos materiais normalmente reduz o número de elétrons coletados.

Na prática, a eficiência recorde significa que o desempenho de qualquer dispositivo que utilize detecção de luz pode ser drasticamente melhorado - de sensores de fótons individuais para computação quântica até células solares.

"Nossos detectores estão ganhando muita atração no momento, especialmente em biotecnologia e monitoramento de processos industriais," contou o professor Mikko Juntunen, que está liderando o esforço para criar uma empresa subsidiária da Universidade Aalto para comercializar as novas células fotovoltaicas.


Bibliografia:

Artigo: Black-silicon ultraviolet photodiodes achieve external quantum efficiency above 130%

Autores: M. Garin, J. Heinonen, L. Werner, T. P. Pasanen, V. Vähänissi, A. Haarahiltunen, M. Juntunen, H. Savin

Revista: Physical Review Letters

Link: https://arxiv.org/abs/1907.13397


FONTE: Site Inovação Tecnológica

Postado por Cláudio H. Dahne

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Transferring skills beyond the lab

Launching a nonresearch career doesn’t mean leaving behind everything you learned as a scientist. The skills you developed as you dove into your projects and communicated your results are valuable in many jobs. If you’re not convinced, read on for some specific examples of how Ph.D.-holders put their skills to use outside the lab. Learning new fields Kenneth Gibbs Jr. , Program director in the Division of Training, Workforce Development, and Diversity at the National Institute of General Medical Sciences Learning new fields is a skill I developed in graduate school that I continue to use now as I manage research grants in scientific areas that are outside my previous expertise. When I was a graduate student, I was very interested in stem cells and the signals that regulate them. At the time I didn't have a background in the topic, so I had to read lots of literature—where I encountered unfamiliar terms—to orient myself to the field, and then I would identify knowledgea...

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!