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Brasil e China são parceiros em pesquisa genética com bambu

China e Brasil vão ampliar o intercâmbio de material genético de bambu. A parceria entre as duas nações foi firmada no fim de 2017, quando uma delegação composta por profissionais da Chinese Academy of Forestry (CAF) esteve no País, aonde visitou a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, além de ter passado pelo Acre, por São Paulo e pelo Amazonas.  A visita faz parte de um projeto que existe desde 2011, quando Brasil e China assinaram um acordo cujo objetivo era fortalecer a cadeia local de bambu. No âmbito desse programa, somente em 2017, cerca de 30 profissionais brasileiros já estiveram na país asiático para trocar experiências.

Na capital federal, a visita teve como foco principal discutir formas de ampliar o envio de variedades chinesas de bambu ao Brasil. O intuito da delegação é tornar esse processo mais simples e ágil. “Aqui as condições para cultivo do bambu são excelentes, por isso é importante estarmos juntos, aprender uns com os outros e criar alternativas para os dois países” afirmou o pesquisador da CAF Ding Xingcui. O chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral, afirmou que há diversas maneiras de fortalecer a parceria. “Mais do que intercâmbio de material genético, o trabalho conjunto com a China vai envolver pesquisas de adaptação das espécies chinesas às condições brasileiras, caracterização genética, conservação e também multiplicação a partir de técnicas de propagação in vitro.”
A China é hoje o maior produtor mundial de bambu e o país que obtém maior retorno financeiro com essa planta, movimentando cerca de US$ 30 bilhões – o equivalente a metade do mercado mundial. Além de ser muito utilizado na construção civil, existem hoje, naquele país, mais de 450 produtos e tecnologias patenteadas relacionadas ao bambu e mais de duas mil pesquisas em andamento, abrangendo diversos segmentos, como alimentação, arte, arquitetura, fabricação de papel e vestuário, no qual sua fibra é usada na confecção de seda artificial de alta qualidade. O Brasil, por sua vez, possui a maior biodiversidade de bambu das Américas e uma das maiores do mundo, com cerca de quatro milhões de hectares de florestas somente na Amazônia e mais de 230 espécies nativas do Brasil em praticamente todas as regiões.
Postado por Hadson Bastos

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