Pular para o conteúdo principal

Combustível duplamente limpo feito com alumínio e xixi

Combustível duplamente limpo feito com alumínio e xixi
A urina humana tem cerca de 96% de água, mas há mais de 3.000 outros compostos que podem estar influenciando na eficiência da reação. [Imagem: David McNally/ARL]
Hidrogênio do xixi

Há poucas semanas, uma equipe do Laboratório de Pesquisas de Aberdeen, nos EUA, descobriu por acaso como fabricar combustível limpo usando alumínio e água.

Eles estavam desenvolvendo uma nova liga de alumínio e, sem querer, derramaram água sobre o material, que imediatamente começou a liberar hidrogênio puro em alta quantidade.

Como derramar água deu certo, a equipe teve a ideia de derramar outras coisas.

Tudo ficou realmente interessante quando chegou a vez de mergulhar a liga de alumínio em xixi.

"Quando demonstramos isso com urina, vimos um fator de aumento de quase o dobro nas taxas de reação. Nosso grupo vem trabalhando nos últimos meses no desenvolvimento da eficiência e da cinética da reação para tentar fazê-la mais rápido," contou o pesquisador Kristopher Darling.

Hidrogênio duplamente limpo

O processo consiste em uma reação de uma liga de alumínio em pó - cuja composição não foi totalmente detalhada pela equipe - com água, produzindo uma grande quantidade de hidróxido de alumínio e hidrogênio.

"Nós calculamos que um quilograma de pó de alumínio pode produzir 220 kilowatts de energia em apenas três minutos," disse Anit Giri, que fez a descoberta inicial.

Quando utilizado em células a combustível, o hidrogênio produz eletricidade liberando apenas água como resíduo. Ocorre que hoje o hidrogênio é produzido a partir do gás natural, o que deixa uma pegada ambiental.

Se, além de produzir hidrogênio, o processo for usado para reciclar resíduos biológicos, ele poderá merecer duplamente a categoria de "limpo".

A equipe ainda está investigando por que a urina causa uma reação mais rápida, mas eles acreditam ter algo a ver com os eletrólitos e a acidez do líquido.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=combustivel-duplamente-limpo-feito-aluminio-xixi&id=010115170926&ebol=sim#.WcsTtLKGPIV

Postado por David Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Transferring skills beyond the lab

Launching a nonresearch career doesn’t mean leaving behind everything you learned as a scientist. The skills you developed as you dove into your projects and communicated your results are valuable in many jobs. If you’re not convinced, read on for some specific examples of how Ph.D.-holders put their skills to use outside the lab. Learning new fields Kenneth Gibbs Jr. , Program director in the Division of Training, Workforce Development, and Diversity at the National Institute of General Medical Sciences Learning new fields is a skill I developed in graduate school that I continue to use now as I manage research grants in scientific areas that are outside my previous expertise. When I was a graduate student, I was very interested in stem cells and the signals that regulate them. At the time I didn't have a background in the topic, so I had to read lots of literature—where I encountered unfamiliar terms—to orient myself to the field, and then I would identify knowledgea...

Plásticos: Para produzir ou dar sumiço, chame as bactérias

Bactéria que produz plástico Pesquisadores da USP encontraram uma bactéria capaz de produzir um  biopolímero  - um polímero, ou plástico, produzido por um processo biotecnológico. Rotas biotecnológicas podem fabricar bioplásticos - e depois sumir com eles, degradando-os completamente.  A  Methylobacterium rhodesianum , que transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado, foi identificada nas águas turvas e poluídas do Sistema Estuarino de Santos, no litoral de São Paulo. A equipe também encontrou a  Methylobacterium extorquens , que já se sabia ser produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno. "Ainda não caracterizamos o polímero produzido pela bactéria, mas nossas análises indicam que é bem diferente dos relatados na literatura científica," disse Elen Aquino Perpétuo, coordenadora d...

Mais uma doutora formada no BioMol-Lab

Dia 27 de Outubro de 2017 formou-se mais uma Doutora no BioMol-Lab. A aluna Antônia Simoni de Oliveira, orientada pela professora Kyria Santiago do Nascimento e co-orientada pelo professor Benildo Sousa Cavada, defendeu sua tese intitulada: "Produção e caracterização físico-química e biológica da cadeia alfa da lectina recombinante de Canavalia brasiliensis" A defesa aconteceu no auditório do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, 907, da UFC. Declarada a aprovação, o BioMol-Lab agora conta com 50 mestres e 52 doutores formados no laboratório. Parabéns à Simoni, aos orientadores Kyria Santiago do Nascimento, Benildo Sousa Cavada e à todos envolvidos!